Este Blog é dedicado ao debate dos mais diversos temas pertinentes à Geografia e ao Geógrafo. É um espaço de interação, em que você pode tirar dúvidas, fazer contatos e conhecer outros profissionais geógrafos. Participe, proponha, informe, discuta! Enfim, aproveite! E seja bem vindo!



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Dia 09 de novembro, aniversário da Aprogeo-SP !

Prezados Associados e membros da Diretoria;

Estamos completando sete anos de atuação, e é impossível deixar de fazer uma reflexão sobre essa caminhada. Foram muitos os desafios, derrotas e superações. Basta olhar sobre o ombro para ter a noção exata do quanto caminhamos, embora a passos lentos. Ao descansar os olhos no horizonte à nossa frente, enxergamos objetivos claros, uns mais próximos, outros bem mais distantes. Nosso empenho e comprometimento crescentes nos trazem a certeza de que todos esses objetivos, ao seu tempo, serão alcançados. A nossa atuação é a cada dia mais eficiente, sem deixar de ser prazerosa. Sim, temos prazer em saber que nosso esforço ajuda cada geógrafo a ser reconhecido e respeitado como tal em seu ambiente de trabalho, na conquista de seu espaço, na realização plena de suas potencialidades profissionais, na defesa de uma remuneração digna e que tudo isso, no final das contas, se traduza em mais (e melhor) tempo de convívio com seus amigos e familiares.

Enquanto sopro as velinhas, gostaria de agradecer sinceramente a todos aqueles que continuam acreditando na importância da existência de uma associação voltada exclusivamente à defesa dos interesses profissionais dos geógrafos no Estado de São Paulo.
Saudações

Geógrafo Renato Felippe
diretor
gestão 2010-2012

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

APROGEO-SP SORTEIA VAGAS PARA EVENTO DE SENSORIAMENTO REMOTO (MUNDOGEO)

A APROGEO-SP está apoiando mais este evento da MUNDOGEO. E estamos sorteando inscrições gratuitas para o evento. São 3 inscrições, que serão sorteadas entre os associados adimplentes. Inscreva-se até o dia 20/10/2011, enviando email para a Lista de Discussão da APROGEO no Yahoo!


Está disponível a programação completa do seminário de sensoriamento remoto

Evento acontece no dia 27 de outubro, em São Paulo.
O MundoGEO (http://mundogeo.com/), com o apoio de várias empresas do setor de geotecnologias, promoverá, no dia 27 de outubro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP), o seminário “Soluções em Imagens da Terra para Uso Corporativo”. As inscrições podem ser feitas pelo link http://mundogeo.com/seminarios/imagens2011/inscricoes.html.

Em formato diferenciado, no estilo talk-show, esse evento tem o objetivo de reunir especialistas e usuários de imagens de satélite, como profissionais de empresas públicas e privadas, da área de meio ambiente, agronegócios, infraestrutura e gestão territorial, para apresentar e debater sobre as tendências e os resultados na área de sensoriamento remoto, além de promover a troca de experiências sobre esse assunto.

A programação completa do seminário já está disponível. Confira o que será destaque no evento:

9h às 10h - Qual o sensor ideal?

Nesta palestra, o participante poderá conferir qual é o melhor sensor para cada tipo de projeto, a partir das características de cada fonte de imagem disponível, seja ótica, radar ou laser, em sensores orbitais ou aerotransportados

Antonio Machado, Diretor da AMS Kepler Engenharia de Sistemas

10h às 11h - Sensores em satélites vigiando o dia a dia na área rural

Veja as inúmeras aplicações das imagens de média resolução e alta taxa de revisita no campo
Mateus Batistella, Chefe Geral da Embrapa Monitoramento por Satélite
Pierre Duquesne, Diretor Geral da Astrium Geo no Brasil
Iara Musse, Diretora da Santiago & Cintra Consultoria

11h30 às 12h30 - Imagens de satélites mostrando em tempo quase real o que muda no espaço urbano

Saiba como as imagens de alta resolução podem auxiliar no projeto, implantação e monitoramento das interferências nos centros urbanos

Lucio Muratori Graça, Diretor de Marketing Imagem
Pierre Duquesne, Diretor Geral da Astrium Geo no Brasil
Alexandre Derani, Diretor da Digibase

14h às 15h - Novas aplicações do mapeamento 3D a partir de imagens laser e radar

Descubra como é feita a coleta, processamento e aplicação das nuvens de pontos obtidas por sensores ativos
Antônio Luis C. Freitas, Presidente da Aeroimagem Engenharia e Aerolevantamentos
Marco Néia, Gerente Comercial da Engefoto Engenharia e Aerolevantamentos
Marzio Laurenti, Diretor da Telespazio Brasil

15h às 16h - Resultados obtidos a partir de câmeras de pequeno e médio formato

Entenda as principais diferenças das imagens coletadas por câmeras de baixo custo em relação às fotogramétricas tradicionais
Valther Aguiar, Diretor Técnico da Esteio Engenharia e Aerolevantamentos
Michael Steinmayer*, Diretor Executivo da SulSoft
Weber Pires, Diretor Regional da Engemap Engenharia e Aerolevantamentos

16h30 às 17h30 - A invasão dos VANTs promete revolucionar o mercado

E por fim, conheça qual a relação custo benefício da coleta de imagens a partir de veículos aéreos não tripulados

Onofre Trindade*, Professor Doutor do Departamento de Sistemas de Computação da USP
Marcio Polanski, Diretor Técnico e Comercial da Softmapping Engenharia, Cartografia e Geoprocessamento
Karlus Macedo, Gerente de Projetos da Orbisat da Amazônia e Aerolaventamentos

* palestrante a confirmar

A mediação das palestras ficará por conta de Emerson Granemann, engenheiro cartógrafo, diretor e publisher do MundoGEO.

Este seminário é uma realização do MundoGEO, responsável pelas revistas InfoGEO e InfoGNSS, pelos portais MundoGEO e InfoGPS e pelo evento anual MundoGEO#Connect. Além disso, o evento conta com o patrocínio da AMS Kepler, Santiago&Cintra Consultoria e Esteio, e com o apoio da Associação Brasileira de Engenheiros Cartógrafos Regional São Paulo (Abec-SP), APROGEO-SP, do Instituto Geodireito e do UOL.

As vagas são limitadas. Para mais informações sobre o evento, consulte o site http://mundogeo.com/seminarios/imagens2011 ou entre em contato com a equipe MundoGEO pelos telefones (41) 3338-7789 ou (11) 4063-8848, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Você pode ainda enviar um e-mail para seminarios@mundogeo.com ou saber das últimas novidades pelo Twitter @mundogeo.

Serviço

Seminário: “Soluções em Imagens da Terra para Uso Corporativo”
Data: 27 de Outubro (credenciamento a partir das 8h)
Local: Centro de Convenções Frei Caneca, Rua Frei Caneca, 569, Consolação, São Paulo (SP)
Mais informações e inscrições: http://mundogeo.com/seminarios/imagens2011


Sobre o MundoGEO
O MundoGEO, fundado em 1998 e com sede em Curitiba, é líder na América Latina em ações para integrar e desenvolver o mercado de geomática e serviços de localização, através do apoio e organização de eventos, como este seminário, e de projetos de comunicação e educação pelos meios impressos e eletrônicos. Publica duas importantes revistas direcionadas ao setor: InfoGEO, sobre imagens de satélite e Sistemas de Informação Geográfica (GIS); e InfoGNSS, com foco em agrimensura e cartografia. Nesta área a empresa conta com o Portal MundoGEO, com conteúdo diário em português, espanhol e inglês, líder em visitantes na América Latina. Organiza seminários online e presenciais sobre geotecnologia. Em parceria de conteúdo com o UOL, atua na área de geomobilidade com o Portal InfoGPS que, juntamente com o Portal MundoGEO, possui mais de 60 mil profissionais cadastrados e mais de 10 mil seguidores nas redes sociais. Em 2011, o MundoGEO lançou a rede social GeoConnectPeople, uma iniciativa para integrar o mercado global de geotecnologia. Na área de sustentabilidade, mantém o Portal Atitude Sustentável, também em parceria com o UOL. De 14 a 16 de junho deste ano, realizou o MundoGEO#Connect, em São Paulo (SP), evento que reuniu mais de 7,5 mil profissionais do setor.

sábado, 8 de outubro de 2011

EVENTO - SORTEIO DE VAGAS GRATUITAS - GEOTECNOLOGIAS (MUNDOGEO)

A APROGEO-SP está apoiando o Seminário Geomática nas Obras de Engenharia e Infraestrutura, promovido pela Editora MUNDOGEO.

Mais uma vez, APROGEO e MUNDOGEO estão oferecendo vagas gratuitas para profissionais geógrafos que sejam associados adimplentes. As vagas serão sorteadas entre aqueles que informarem interesse em participar do evento. Não deixem de atentar para o fato de que o evento será realizado em São Paulo, no dia 27/10, quinta-feira. Veja a programação logo abaixo!

Para inscrever-se no sorteio, envie e-mail, para o grupo, com seu nome completo. Após a realização do sorteio, informaremos quais serão os associados participantes. Lembrando que as inscrições deverão ser enviadas, impreterivelmente, até 20/10.

Boa sorte!
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Programação completa do seminário de automação topográfica já está disponível

A MundoGEO (http://www.mundogeo.com/ ), em parceria com empresas do setor de geotecnologias, está promovendo o evento Geomática nas Obras de Engenharia e Infraestrutura, no dia 27 de outubro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP).

As inscrições podem ser feitas pelo link http://mundogeo.com/seminarios/geomatica2011 .

domingo, 11 de setembro de 2011

ENCONTRO DE GEOGRAFIA 2011 - UNICSUL

A APROGEO participará do Encontro de Geografia da UNICSUL, entre os dias 26 e 30 de setembro. Veja a programação abaixo. Inscreva-se: encgeo@yahoo.com.br

Programação:
Dia 26/09- (8h): Profa. Dra. Bianca Carvalho Vieira. Docente do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo, do Programade Pós-Graduação em Geografia Física da Universidade de São Paulo. Tema: “Modelagem Matemática e a Previsão de Movimentos de Massa na Paisagem"

Dia 27/09 (8h): Prof. Dr. Eduardo Abdo Yázigi. Livre Docente doDepartamento de Geografia da Universidade de São Paulo, do Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da Universidade de São Paulo. Tema: “Mitos e Equívocos da Organização do Turismo no Brasil: TurismoComunitário e Educação”.

Dia 27/09 (10h): Prof. Dr. Jurandyr Luciano Sanches Ross. Docente do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo, do Programa de Pós-Graduação em Geografia Física da Universidade de São Paulo. Tema: “Ecogeografia e Planejamento Ambiental”.

Dia 28/09- (8h): Renato Felippe. Geógrafo, formado pela Universidadede São Paulo, especialista ambiental, Diretor da Associação Profissional dos Geógrafos no Estado de São Paulo (APROGEO-SP) efuncionário da Petrobrás. Tema: “A Geopolítica do Petróleo”.

Dia 29/09. (8h): Prof. Dr. Fabio Betioli Contel. Docente do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo, do Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da Universidade de São Paulo. Tema: "Rede Urbana e Regionalismo Bancário no Brasil".

Dia 30/09. (8h): Prof. Dr. José Bueno Conti. Livre docente do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo, do Programa de Pós-Graduação em Geografia Física da Universidade de São Paulo. Tema: “A Importância da Geografia para o Encaminhamento da Questão Ambiental"

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ALGUNS CONCURSOS PARA GEÓGRAFO

Há vagas para Geógrafos nas Prefeituras de Maracanau - CE e de Taboão da Serra - SP

Maracanau:

Taboão da Serra:


Em Taboão da Serra, os salários estão em torno de R$4.000 e em Maracanau, cerca de R$2.000.
Em ambas as prefeituras existe uma equiparação salarial entre as carreiras do CREA, contudo, o pagamento do piso salarial da categoria não ocorre. Ainda persistem as prerrogativas judiciais de que o piso salarial não é válido para carreiras públicas estatutárias. Tradicionalmente com salários mais baixos que os engenheiros e arquitetos, a contratação dos profissionais geógrafos está sinalizando uma mudança gradativa no mercado público com a equiparação salarial.

Fique atento aos prazos de inscrição! Vamos ocupar nosso espaço no mercado de trabalho! Em Taboão da Serra será o terceiro geógrafo contratado por meio de concurso público!

PRÓXIMA REUNIÃO AGENDADA

A próxima reunião da APROGEO-SP está prevista para 17/08/2011, na Sede da ONG pela VIDDA, Rua General Jardim, 566 - Vila Buarque - São Paulo/SP. As reuniões se iniciam às 19h15min. Fique atento às convocações! Participe!

Assuntos Principais:
  1. documentação para o processo no CREA (termos de adesão)
  2. situação financeira.
Outros assuntos (podem sugerir outros)
  1. evento na Unicsul
  2. última reunião do CREA - Câmara de Agrimensura
  3. programação de cursos para 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

APROGEO-SP está apoiando o MundoGEO#Connect

A APROGEO-SP está apoiando o MundoGEO#Connect! O evento mais importante de Geotecnologias no Brasil será realizado entre os dias 14 e 16 de junho, no Centro de Convenções Frei Caneca - SP.

Afiliados quites com a anuidade poderão obter 10% de desconto na inscrição para o evento. Também será realizado sorteio de duas inscrições gratuitas para os associados que se inscreverem enviando emails para lista com o título INSCRIÇÃO, manifestando seu interesse em participar e nome completo. As inscrições poderão ser realizadas até do dia 12/06.

Lembrando que o evento terá a duração de 3 dias e que é interessante que os inscritos para o sorteio possam dispor de tempo para aproveitar os debates, workshops, palestras, encontros de usuários e materiais fornecidos pelo evento.

No mesmo período também haverá uma Feira de Geotecnologias no Centro de Convenções, com entrada gratuita. Aproveite para conhecer novas tecnologias!


Diretoria da APROGEO-SP
Gestão 2010-2012

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Manifesto contra itens da lei de criação do CAU‏

Prezados Geógrafos;

A Diretoria da Associação Profissional dos Geógrafos no Estado de São Paulo – APROGEO-SP vem à público manifestar seu contentamento pela criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU, conforme sancionado pela Lei nº 12.378 de 31/12/2010. No entanto, a referida lei não é só motivo de júbilo. Os geógrafos não podem fazer vistas grossas ao conteúdo dos artigos 2º, 3º, 4º e 11º da citada lei. Nestes, atribui-se ao CAU o direito de definir, isoladamente, o campo de atuação privativa do arquiteto, contrariando legislação vigente, além de restringir o uso da expressão “urbanismo” e designações similares. Lembramos que a APROGEO-SP já havia se manifestado contrariamente a estes pontos, em 2009, quando a discussão ainda se encontrava no escopo do Projeto de Lei 4413/2008.
Sendo assim, não podemos deixar de manifestar nosso repúdio ao que entendemos ser uma tentativa extemporânea de apropriação da questão urbana como um mercado exclusivo de atuação daquela categoria profissional. A Diretoria da APROGEO-SP defende que a atuação profissional em questões transversais, a exemplo do meio urbano e do meio ambiente, não deve ser exclusividade - ou prioridade – de determinada categoria profissional. É nosso intento valorizar e respeitar as excelentes parcerias que arquitetos e geógrafos estabeleceram ao longo dos anos.

Diretoria da APROGEO-SP
São Paulo, abril de 2011.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Convocação para a Reunião Mensal de Diretoria (14/04/2011)

APROGEO-SP - Associação Profissional dos Geógrafos no Estado de São Paulo

Convocação para a Reunião Mensal de Diretoria
Data: 14/04/2011 (quinta-feira)
Horário: 19h15 as 21h15

Local: SESC Consolação
Rua Doutor Vila Nova, 245
Consolação, São Paulo-SP

PAUTA

1. Calendário de reuniões.
2. Informes da Tesouraria:
- andamento da documentação a ser enviada à Receita Federal e Prefeitura.
- envio dos boletos de cobrança das anuidades.

3. Lei de criação do Conselho de Arquitetos e Urbanistas:

- Lançamento do manifesto contra lei de criação do CAU.

4. Documentação para abertura de novo processo de inserção no CREA:
- Andamento da documentação comprovando a atuação da Associação entre maio/2008 e maio/2011.

5. Participação na CEEA (Câmara de Agrimensura) do CREA:
- Repasse das decisões da Câmara acerca dos processos de geógrafos (PF ou PJ).

6. Cursos e Eventos:
- Repasse da integração com os calouros na Geografia USP, no dia 28/03/11.
- Fechar grade de cursos e preparar divulgação.
- Elaborar evento para o Dia do Geógrafo (29 de maio)

7. Associados:
- Quantidade atual e perspectivas.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

APROGEO-SP ENTREVISTA GEÓGRAFO DIRETOR TÉCNICO DO NÚCLEO DE MONUMENTOS GEOLÓGICOS DO INSTITUTO GEOLÓGICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SMA

Dando continuidade à sequência de entrevistas realizadas pela APROGEO-SP, a associação publica uma terceira conversa no Blog, agora entrevistando o Geógrafo Rogério Rodrigues Ribeiro, ainda em relação ao tema dos Riscos de Escorregamento e de Inundações. Abordando questões práticas e reais da atuação do profissional geógrafo, Rogério nos permite conhecer mais a respeito da prevenção, monitoramento e fiscalização de áreas de risco pelos órgãos públicos estaduais e municipais. Comenta ainda sobre legislação ambiental, planejamento urbano, minimização de impactos ambientais, compensação, infrações e multas.

Aproveitamos para agradecer ao Geógr. Rogério pela entrevista concedida ao nosso Blog. Convidamos a todos a participar, deixando suas dúvidas e comentários!

Currículo

Rogério Rodrigues Ribeiro

Geógrafo desde o ano 2000 pela Faculdade de Filosofia Letras e Ciências da Universidade de São Paulo (USP) onde também concluiu a licenciatura em Geografia. Mestre em Ciências (Programa de Geologia Sedimentar) pelo Instituto de Geociências da USP em 2003 e Especialista em Engenharia de Controle da Poluição Ambiental, pela Faculdade de Saúde Pública da mesma Universidade. Atualmente é Pesquisador Científico III, Diretor Técnico do Núcleo de Monumentos Geológicos do Instituto Geológico-SMA, desenvolvendo trabalhos nas áreas de Geomorfologia, Riscos Geológicos e Patrimônio Natural Geológico do Estado de São Paulo.

Currículo Lattes
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4250224E0



(APROGEO-SP) Você atuou como geógrafo em diversos órgãos públicos estaduais e municipais. É comum encontrar geógrafos atuando na identificação, prevenção e monitoramento de riscos nos órgãos públicos? Qual é a importância do trabalho do geógrafos nestas entidades?

(Geóg. Rogério Ribeiro) São muito poucos os geógrafos que tem atuado na gestão dos desastres naturais, em especial nos órgãos públicos. E isso é um sério problema, pois o geógrafo possui excelentes competências para atuar nessa área tão importante e com tamanha visibilidade nos últimos anos. É um campo promissor aos geógrafos. Explico mais. A gestão dos riscos pode ser dividida basicamente em quatro partes: prevenção, preparação para emergências e desastres, resposta e reconstrução. A prevenção é uma etapa onde o geógrafo pode participar na elaboração de cartas geotécnicas, mapas de suscetibilidade, mapeamentos das áreas de risco; desenvolvimento de projetos de educação ambiental contendo noções básicas de legislação ambiental e urbana e de percepção do risco a desastres. Na etapa de preparação para emergências e desastres, cabe a atuação dos geógrafos no desenvolvimento de planos de contingência, sistemas de alerta, planos preventivos, cursos de capacitação em Desastres, bem como desenvolver pesquisas nessa área. Na etapa de resposta ao desastre vejo que podemos atuar também na assistência às populações vitimadas, como, por exemplo, nas atividades assistenciais e de reabilitação do cenário do desastre, por meio da realização de vistorias, elaboração de pareceres e recuperação de unidades habitacionais de baixa renda. Por último, a etapa da reconstrução. Nesta cito ações para recuperar ecossistemas, reduzir vulnerabilidades, promover o ordenamento do uso e ocupação do solo, entre outras.


(APROGEO-SP) Como é realizado o mapeamento das áreas de risco de escorregamento e de inundação? Quanto tempo é necessário para elaborar um mapeamento desse tipo?

(Geóg. Rogério Ribeiro) O mapeamento de áreas de risco a escorregamento e inundação é uma ação que integra a etapa de prevenção aos Desastres Naturais. Para falarmos de mapeamento de áreas de risco é necessário entender basicamente o conceito de risco adotado para realizar estes trabalhos. Risco é considerado o produto da relação entre a probabilidade de ocorrência do escorregamento ou inundação, com a vulnerabilidade das formas de uso e ocupação e com o dano potencial a bens e pessoas. O mapeamento das áreas de risco de um dado espaço deve conter alguns mapas básicos como os de pluviosidade (excedente hídrico), compartimentação do terreno (morfologia e pedologia), vegetação e de uso e ocupação do solo. A partir dos mapas de pluviosidade e de compartimentação do terreno podemos fazer uma análise da suscetibilidade e perigo a escorregamento a que está sujeito aquele espaço em estudo. Já os mapas de vegetação e uso permitirão uma análise e compreensão melhor da vulnerabilidade e do dano potencial a que estão sujeitas as pessoas e bens em situação de risco. Juntando essas informações teremos condições de elaborar um mapeamento das áreas, bem como do grau de risco em que elas se encontram. O tempo necessário para a elaboração de um mapeamento de risco depende, basicamente, do tamanho do espaço a ser mapeado, número de equipes disponíveis para as atividades de gabinete e de campo, bem como contar com o mínimo de recursos que viabilizem o projeto.

(APROGEO-SP) Qual o papel da fiscalização ambiental municipal na prevenção aos riscos e qual a situação deste serviço público nas prefeituras?

(Geóg. Rogério Ribeiro) A fiscalização ambiental tem um papel fundamental na prevenção dos riscos a escorregamentos e inundação no domínio geográfico dos municípios. Um dos principais instrumentos a serem utilizados pelo fiscal ambiental nas prefeituras é o Código Florestal, especialmente em seu artigo 2º, que trata das Áreas de Preservação Permanente. Este documento postula a preservação de áreas situadas em topos de morro, margens de curso d' água, vertentes acima de 45 graus, planícies de inundação, entre outras, que na maioria das vezes são ocupadas de forma irregular e potencializam a origem de numerosas áreas de risco. As Lei Lehmann e de Crimes Ambientais, bem como seu decreto regulamentador, são também documentos que complementam a ação do agente fiscal. Entretanto, penso que a atuação do fiscal ambiental deve ser feita de forma compartilhada e integrada com os demais agentes municipais, especialmente os de uso urbano, da vigilância sanitária e de defesa civil, uma vez que esses setores contam com legislação própria e que são complementares às normas jurídicas ambientais. Quanto à situação desses servidores municipais nas ações de fiscalização, penso que é bastante preocupante. Somente nos últimos anos é que se tem observado que os quadros de agentes fiscalizadores ambientais são preenchidos por concursos públicos de carreira, com estabilidade, em substituição àqueles técnicos que assumiam os cargos por meio do comissionamento. Muitos dos servidores no cargo em comissão não se sentem seguros no cumprimento de suas funções, pois estão sujeitos ao "bom humor" e aos ditames daqueles que os mantém no cargo de confiança. Outro problema é o recorrente "déficit" de servidores. Muitos fiscais são responsáveis por fiscalizar até vários quilômetros quadrados de área. É necessário muito mais concursos. Finalmente, para ser um fiscal é necessário ter uma boa graduação e pesquisar bastante. Deve-se ter conhecimento mínimo dos principais atributos da biodiversidade (fauna e flora), da geodiversidade (geomorfologia, pedologia, geologia e climatologia) e de gestão ambiental (uso e ocupação, legislação, poluição, etc.). Acredito que o profissional formado em geografia possui bom trânsito nas áreas de fiscalização e licenciamento nas três esferas do poder público.


(APROGEO-SP) Os riscos de escorregamento estão diretamente associados à ocupação irregular de encostas, assim como os riscos de inundação em relação à ocupação das planícies fluviais. Como valorar ambientalmente o impacto causado por estas ocupações, que podem ser interpretadas como infrações ambientais, na aplicação de multas?

(Geóg. Rogério Ribeiro) Esse é um ponto complicado. No meu entendimento, aplicar sanções de multa em bens ambientais é muito mais complexo do que em muitos outros bens materiais. Para a aplicação de sanções de multa em pecúnia para cada atividade ou conduta lesiva ao meio ambiente, por exemplo, é necessário fazer um pequeno trabalho de valoração ambiental. Este é o primeiro problema que vejo. É uma atividade em que o fiscal não deve atuar sozinho. Deve contatar demais colegas das áreas da geodiversidade, da biodiversidade e da área sócio-econômica. Este trabalho de diagnóstico do impacto ambiental deve ser inter e multidisciplinar. É a partir deste estudo que o profissional da fiscalização terá melhores condições de fazer um cálculo adequado para a sanção de multa simples em pecúnia para as infrações administrativas ambientais. Um segundo problema a observar é que tanto a Lei de Crimes Ambientais, quanto seu Decreto Regulamentador, não definem ou fornecem o valor em pecúnia de cada unidade do objeto ambiental avaliado, como hectare, quilograma, metro cúbico, entre outros, que atendam às particularidades dos ecossistemas dos Estados e de seus respectivos municípios. Esta medida é fundamental para a melhor composição do dano ambiental e, conseqüentemente, facilitar a atividade fiscalizatória por partes dos agentes, diminuindo suas margens de livre arbítrio e poder discricionário. Como último problema, vejo que os agentes fiscais e licenciadores ambientais e de uso e ocupação do solo necessitam de uma adequada legislação que acolha suas atividades e atribuições, apoio político e suporte jurídico necessários para controlar as atividades e condutas lesivas ao meio ambiente.


(APROGEO-SP) É realmente possível prever a dimensão de escorregamentos com antecedência suficiente para retirar a população do local, ou a única opção segura é impedir a ocupação desses locais?

(Geóg. Rogério Ribeiro) Vejamos. O estudo da relação entre a forma de ocupação do espaço e a deflagração de potenciais desastres naturais pode ser dividido basicamente em dois momentos distintos: Prevenção e Intervenção. Em tese, antes de qualquer ocupação de um determinado espaço deve-se conhecer as condições do terreno, suas suscetibilidades e vulnerabilidades a processos geoambientais, em especial o de escorregamentos. Por meio de uma carta geotécnica ou de um bom mapa geomorfológico, é possível orientar diversas ações e/ou políticas públicas como zoneamentos ecológico-econômicos, planos de gerenciamento costeiro e, em nível local, os planos diretores municipais, entre outros. Estes documentos são valiosos instrumentos para orientar a correta forma de ocupação do solo, prevenindo a instalação de edificações em situação de risco. Entretanto, por motivos históricos ou por desrespeito a essas ações preventivas, temos hoje muitos municípios com boa parte de seu território seriamente comprometida por várias áreas que se encontram em situação de risco. Entendemos que essa situação indica a fase da gestão ou de intervenção nas áreas de risco. Para o gerenciamento dessas áreas, conforme já respondido anteriormente, um dos importantes instrumentos é a realização do mapeamento das áreas de risco. Esses mapeamentos permitem que a municipalidade, especialmente por meio de sua Defesa Civil, tenha um documento orientativo para a definição de ações ou para o estabelecimento de planos de contingência ou planos preventivos mínimos para se antecipar às ocorrências catastróficas. Basicamente, os mapeamentos indicam as áreas em situação de risco, graduadas em Risco 1, mais baixo, até Risco 4, mais alto. Obviamente, as ações de acionamento e as possíveis remoções emergenciais das pessoas devem inicialmente ser direcionadas para as comunidades situadas nos maiores graus de risco. Dito isso, entendo que podemos impedir novas implantações de áreas de risco, por meio de um adequado planejamento. Para as áreas de risco já existentes, até que não se identifique uma solução definitiva para o problema, acredito que os mapeamentos de risco e planos de contingência, quando bem gerenciados, são valiosos instrumentos para prevenir ou mitigar, com alguma antecedência, a ocorrência de eventos desastrosos.


(APROGEO-SP) Quais as ações ideais e quais seriam as ações possíveis na prevenção ou minimização dos desastres ocorridos na região serrana do Rio de Janeiro? E em São Luis do Paraitinga?

(Geóg. Rogério Ribeiro) São duas situações um pouco distintas entre si, mas também valem para elas as ações ideais de prevenção, preparação para emergências e desastres, resposta e reconstrução, conforme dito anteriormente. Em São Luiz do Paraitinga, interior de São Paulo, acompanhamos um evento de inundação da planície do Rio São Luiz do Paraitinga, onde o nível da lâmina d' água atingiu a marca recorde de aproximadamente 11 metros, causando um verdadeiro desastre natural. A ocupação do espaço neste município é histórica, sendo a cidade fundada por volta de 1760. Todo o seu desenvolvimento e crescimento se deu basicamente às margens desse rio, onde se concentra, inclusive, boa parte de seu patrimônio histórico cultural tombado. Para essa realidade, acredito que seja necessária a implantação de um plano de contingência a inundação que observe as características da dinâmica fluvial desta bacia hidrográfica. Outra ação pode ser o investimento de recursos para o desenvolvimento de obras estruturais e não estruturais necessárias para minimizar futuros eventos. No caso do desastre desse ano no Rio de Janeiro, penso que deverão ser realizados outros estudos geomorfológicos e geotécnicos capazes de obter nova compreensão da suscetibilidade e vulnerabilidade desses terrenos. A partir desses documentos, e observando o preconizado nas legislações ambientais e urbanísticas existentes, entendo que o poder público terá condições de fazer um novo planejamento do uso de seu espaço incorporando o perigo lá existente. É mais um momento oportuno para que os municípios atingidos direta ou indiretamente corrijam algumas situações anômalas de ocupação urbana, mesmo que, em alguns casos, seja necessária a remoção definitiva de moradias, empresas ou demais equipamentos públicos e privados.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O CÓDIGO FLORESTAL E A CIDADE - APROGEO-SP ENTREVISTA O GEÓGRAFO MÁRCIO ACKERMANN

A prevenção, contenção e recuperação de áreas de risco, além do planejamento ambiental e urbano, são importantes áreas de atuação para o geógrafo e formam mercado amplo que abrange desde a atuação em empresas privadas aos mais variados órgãos públicos.


Diante dos acidentes ocorridos nas últimas semanas nas regiões de Nova Friburgo (RJ), Ferraz de Vasconcelos (SP), Terezópolis (RJ) e Mauá (SP), além de outros municípios e regiões brasileiras e, considerando o papel do geógrafo na identificação, proteção, controle e monitoramento das áreas de risco de inundação e de escorregamento, APROGEO-SP abriu seu espaço, por meio do Blog, para comentar e discutir o tema. Para isso, publica uma entrevista com o Geógrafo Márcio Ackermann, Mestre pelo IPT desde 2003, que atua na área de consultoria ambiental há aproximadamente 20 anos.

Como sabemos, o estudo dos riscos da ocupação urbana em áreas de preservação permanente ou de alta instabilidade geotécnica não são nada recentes. Este assunto tem ganhado bastante projeção na mídia nos últimos tempos.

Aproveitamos para agradecer ao Geógr. Márcio pela entrevista concedida, que certamente contribui para o debate a respeito da expansão urbana e dos riscos. Convidamos a todos a participar, deixando suas dúvidas e comentários no blog!



Márcio Ackermann - Mestre pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em 2003, Bacharel em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) em 1995 e Técnico Agrícola pela Escola Agrícola de Pinhal em 1985. Atuou durante 10 anos no Departamento Estadual de Proteção aos Recursos Naturais (DEPRN), onde trabalhou como geógrafo no Vale do Ribeira, na Região Metropolitana de São Paulo e como supervisor, da Equipe Técnica Avaré. Em 1997 fundou a Ackermann Consultoria Ambiental S/C Ltda., onde atua desde então. É afiliado da APROGEO-SP e foi vice-presidente da associçao entre os anos de 2008 e 2010.


ENTREVISTA:

(APROGEO-SP) Você tem dado uma série de entrevistas na mídia a respeito dos desastres que ocorreram recentemente em algumas cidades brasileiras, com escorregamentos e inundações em áreas urbanas. Poderia comentar um pouco sobre este assunto para o Blog da APROGEO-SP?

(Geog. Márcio Ackerman) Os recentes acidentes como escorregamentos, enchentes e inundações, na verdade são recorrentes e sazonais. O fato novo é que a imprensa começa a tratar o tema com vistas a identificar os responsáveis. A chuva não é a responsável por tantas mortes em Santa Catariana, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Grande Salvador e Grande São Paulo.

Há em nosso país legislações que tratam de políticas públicas preventivas a esses graves problemas; lamentavelmente pouco respeitadas. O Estatuto das Cidades, que disciplina a gestão urbana, a Lei 6.766/79, que regulamenta o parcelamento do solo, o Código Florestal que define as áreas de preservação permanentes, bem como demais diplomas legais no âmbito dos Estados e Municípios, estabelecem onde e como é possível implantar e desenvolver as distintas atividades humanas.

O licenciamento e a fiscalização dentre tantos outros serviços públicos, são precários. Isso quando não identificamos interesses políticos de pobre visão pública ou preocupados com benefícios privados que enfraquecem e desqualificam o sistema de licenciamento e fiscalização. Quadro que se observa em diferentes instâncias de poder e infelizmente, nos mais distintos partidos políticos.

Apenas para citar exemplos: em Mauá - ABC e Capão Redondo - São Paulo houve vítimas fatais decorrentes de escorregamentos. Tanto em Mauá quanto em São Paulo, os locais desses escorregamentos eram áreas de preservação permanentes de diferentes feições (nascentes, encosta com 45º, margem de curso d'água e topo de morro). Pois bem, em área urbana, o artigo 22 do Código Florestal em seu parágrafo único, define que a responsabilidade de fiscalizar essas áreas, em zona urbana é do município. Como também a Lei de Crimes Ambientais, na Seção dos Crimes contra a Administração Ambiental, em seu artigo 68 estabelece: “Deixar, aquele que tiver o dever legal ou contratual de fazê-lo, de cumprir obrigação de relevante interesse ambiental"... É Crime!Pena: detenção, de um a três anos, e multa. Ou seja, o responsável do poder executivo (o prefeito), nesses dois casos de escorregamento, deve, pela legislação em vigor, responder por crime. Como o prefeito de Niterói, da mesma forma, pelo escorregamento no morro do Bumba, lá inclusive mais grave, pois a municipalidade instalou infra-estrutura em local totalmente inadequado sob o aspecto geotécnico. (uma rua sobre um antigo lixão)

Neste sentido ressaltamos a importância desse meio de comunicação da APROGEO-SP, pois quanto mais informação e conseqüentemente, mobilização da sociedade, maiores serão as garantias para nossa reação


(APROGEO-SP) De que forma o Geógrafo pode atuar na prevenção de catástrofes como a que ocorreu na região serrana do estado do Rio de Janeiro, agora no ano de 2011?

(Geog. Márcio Ackerman) O Geógrafo é um profissional apto a contribuir tanto na prevenção, como no controle e no resgate, dessas catástrofes. Por exemplo, os Mapas de Declividade são fundamentais, pois encostas com inclinação entre 25º a 45º são suscetíveis a processos de instabilidade, o que pode ser agravado em decorrência do uso e ocupação do solo desordenado, e principalmente pelo inadequado escoamento das águas pluviais. Mapeamento das APP's como nascentes, topo de morro, encostas com 45º também são feições de relevo com restrições ao uso, conforme define o Código Florestal, que devidamente mapeadas podem colaborar em muito na prevenção. Ao associar tais mapas às condições de solo e à geologia, teremos maior refinamento na informação e nos resultados. Porém é importante destacar que a dinâmica superficial é um indutor independente das características geológico-geotécnicas.

Por exemplo, em Mauá o primeiro escorregamento de 05/01, que vitimou mãe e filho, foi resultado da dinâmica superficial, com encostas desflorestadas, topo de morro ocupado com drenagem inadequada, cabeceira de drenagem (nascente) e habitações precárias assentadas em jusante, associados ao alto índice pluviométrico. Independente do embasamento geológico as condições inapropriadas do uso e ocupação do solo, nesse caso, foram os fatores. Tais circunstâncias são perfeitamente identificadas por um bacharel em geografia.

As formas de contribuir são muitas, desde subsidiar o movimento social com informações para exigir das autoridades devidas providências (até na sala de aula), atuar em órgãos públicos, instruir Promotorias de Meio Ambiente das Comarcas (todos os Fóruns Judiciais), atuar no planejamento urbano com vistas a tais questões, na fiscalização e licenciamento de distintas atividades, enfim o geógrafo é um profissional que freqüentemente integra equipes que trabalham com esse problema. Na região serrana mesmo havia um estudo que apontava os riscos, este estudo foi desenvolvido por uma Professora de Geografia da UFRJ.


(APROGEO-SP) No dia 12/02/2011 será lançada a segunda edição do seu livro, A cidade e o Código Florestal. Como foi a experiência de escrever este livro e qual está sendo a receptividade do tema na sociedade brasileira?

(Geog. Márcio Ackerman) O livro é resultado da pesquisa de mestrado que desenvolvemos no IPT/SP. Aborda exatamente as funções que as áreas de preservação permanente exercem nas cidades, ou melhor, nas áreas urbanas, e a correlação direta com acidentes geológico-geotécnicos. Fizemos uma leitura convergente entre o Estatuto das Cidades e o Código Florestal; a pesquisa foi concluída com recomendações técnicas para os gestores públicos municipais tratarem da questão, inclusive tais recomendações tornaram-se um projeto de lei aprovado na Assembléia legislativa de São Paulo - PL 213/07. Este projeto foi vetado pelo então governador José Serra e, no momento, se busca a quebra do veto na Assembléia.

A experiência de escrever o livro, na verdade, foi muito devida à influência de profissionais e amigos que apoiaram a conclusão da pesquisa e indicaram a relevância do tema, dentre esses meu orientador Prof. Dr. Omar Yazbek Bitar, ao qual aproveito para agradecer.


(APROGEO-SP) Estamos vivendo um momento em que mudanças no Código Florestal Brasileiro estão sendo discutidas nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado, com aprovação na Câmara. Quais são as principais mudanças propostas no novo texto do Código e como você as avalia?

(Geog. Márcio Ackerman) As mudanças propostas visam debilitar a Política Florestal Brasileira, na medida em que anistiam desmatamentos ilegais e recentes, eliminam feições de relevo definidas como APP - área de preservação permanente, como topo de morro e as planícies de inundação (o maior leito sazonal). Viabiliza a permanência das ocupações irregulares em APP como encostas com 45º, reduz o índice de reserva florestal, quando não elimina tal exigência, desregulamenta o Sistema Nacional de Meio Ambiente, favorece e fomenta desmatamento nos biomas da Mata Atlântica, Amazônia e Cerrado. Ignora que o Código Florestal também é aplicado em área urbana, em particular com relação às funções exercidas pelas APP's, o que certamente acentua o risco de eventos como os ocorridos na Região Serrana do Rio.

Enfim a alteração proposta não visa aperfeiçoar o Código florestal nem tão pouco favorecer a agricultura familiar e a pequena propriedade como enaltece o Deputado Aldo Rebelo (PCdoB), relator do projeto.


(APROGEO-SP) Baseado na sua experiência de quase duas décadas de atuação como geógrafo (17 anos), como você avalia a evolução do mercado de trabalho neste período e as perspectivas para a atuação dos geógrafos?

(Geog. Márcio Ackerman) Acho que o mercado de trabalho tem identificado o geógrafo, de forma crescente, como um profissional com habilidades e competências importantes, as quais exigem de nossa categoria maior divulgação, valorização e inserção. As perspectivas são promissora para todos aqueles que vão a luta.


(APROGEO-SP) Em 1997, você passou a atuar em sua própria consultoria ambiental. Quais são as principais características dos seus clientes e como tem sido a prospecção de projetos? Aconteceu alguma mudança na visão empresarial e pública a respeito das questões ambientais?

(Geog. Márcio Ackerman) A visão está mudando em toda sociedade, a legislação, a necessidade de licenciamento, enfim os avanços são significativos num intervalo de tempo relativamente curto.

Tornar-se empresário é um processo muito difícil, pois a atuação técnica não significa muito quando o assunto é administrar uma empresa, ou sua vida profissional. Estabelecer-se no mercado é um processo lento, que exige muito esforço e aperfeiçoamento contínuo, e não se trata de teoria. Aperfeiçoar-se como pessoa, na forma de se relacionar, manter sua postura ética, posições técnicas, sem necessariamente agir como polícia

Porém, vale destacar que apesar da aspereza do caminho os resultados são positivos ao longo do tempo, pois efetivamente vemos melhora em todos os setores de nossa vida. O que muitas vezes a rotina e a comodidade do poder público não exigem de nós. Importante destacar que se tornar empresário não foi uma opção, na época o governo de plantão cassava os técnicos que tinham por hábito atuar com rigor e compromisso com legislação e nesse processo fui à busca de melhores condições de trabalho (liberdade de atuação)

(APROGEO-SP) Qual a importância do CREA na sua atuação profissional? E como empresa?

(Geog. Márcio Ackerman) O CREA é nosso certificador, todos nossos trabalhos exigem ART - Anotação de Responsabilidade Técnica, bem como, nossa empresa tem seu registro no CREA. Os profissionais que trabalham conosco precisam de registro no CREA. Vejo isso como positivo, com a ressalva de que precisamos lutar por nosso espaço!


(APROGEO-SP) Como podemos adquirir a segunda edição de seu livro?

(Geog. Márcio Ackerman) Convidamos a todos para o lançamento da segunda edição do Livro; A Cidade e o Código Florestal, neste sábado, dia 12 de fevereiro - Livraria Martins Fontes; Av. Paulista, 509, piso superior, a partir das 15:30h. Também é possível adquirir o livro por meio de solicitação no nosso site www.ackermann.com.br


Currículo Lattes de Márcio Ackermann

Consultoria Ambiental









sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Plenária do CONFEA

Assista hoje, entre 9h e 19h, a transmissão ao vivo da Sessão Plenária do Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e fique por dentro das decisões relacionadas ao seu futuro profissional. Clique aqui.

Fonte: mailling do econfea@confea.org.br 28/01/2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL

FIQUE POR DENTRO!
A APROGEO-SP divulga a legislação profissional dos geógrafos.

Questões como, direitos do profissional recém-formado, situação de profissionais sem rendimento, solicitação de registro ou reativação de registro, entre outros podem ser esclarecidas, levando em conta os direitos e obrigações do profissional devidamente registrado no sistema CONFEA-CREA.
Você também pode esclarecer suas dúvidas pelo site www.creasp.org.br, no espaço “Dúvidas Freqüentes”, aberto aos associados no Crea-SP e também pelo Call Center do conselho, pelos telefones (11) 2174-4466 ou 0800-171811 das 08:00h às 20:00.
Fonte: CREA-SP.
Revista Crea SP. Número 18, Jan/Fev, ano V. Crea: São Paulo, 2005.

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

A APROGEO-SP convida seus associados a participar da primeira reunião mensal do ano de 2011, a ser realizada no dia 26 de janeiro de 2011, na Sede da Ong Pela VIDDA, localizada na Rua General Jardim 566 - Vl Buarque, São Paulo – SP, a partir das 19h:15min.

A reunião terá como foco as seguintes questões:

1. elaboração da grade de reuniões mensais para 2011.

2. reajuste do valor da anuidade e planejamento para envio dos boletos.

3. apresentação, seleção e hierarquização das ações a serem empreendidas durante 2011.

4. abordagens possíveis em relação à lei dos arquitetos e "urbanistas".


Local: Sede da ONG Pela VIDDA, localizada na R. General Jardim, nº 566 – Vila Buarque, São Paulo - SP.

Atenciosamente,

Diretoria da APROGEO-SP

Gestão 2010-2012


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

CURSO DE AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS

O PRAZO PARA INSCRIÇÃO DO CURSO DE AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS FOI PRORROGADO ATÉ O DIA 14/10/2010! INSCREVA-SE!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

GEOCERTIFICAÇÃO DE IMÓVEIS RURAIS

O evento Geocertificação de Imóveis Rurais acontecerá amanhã, dia 23/09/2010, nos perídos da manhã e tarde. A APROGEO-SP é parceira neste evento! Participe! Acesse o site do seminário clicando AQUI.

CURSO DE AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL


A APROGEO-SP, dando continuidade a sua política de promoção da capacitação e do aprimoramento profissional dos geógrafos, realizará no próximo mês o

Curso de Avaliação de Impactos Ambientais


Objetivo: Conhecer o processo de licenciamento ambiental de empreendimentos potencialmente poluidores, os impactos ambientais destes empreendimentos e sua avaliação. Conhecer as medidas mitigadoras e potencializadoras e os Programas Ambientais elaborados para mitigar ou potencializar os impactos ambientais de empreendimentos potencialmente poluidores. Estimular a reflexão sobre a importância do conhecimento da avaliação de impactos ambientais para uma gestão ambiental eficiente

Conteúdo Programático:

1º. Módulo: Introdução à avaliação de impactos ambientais.

Conceitos básicos de avaliação de impactos ambientais. Histórico referente ao tema (mundo e Brasil). Quadro Legal e Institucional da Avaliação de Impactos Ambientais no Brasil. O processo de avaliação de impactos ambientais. Resoluções CONAMA 01/86 e 237/97 e SMA 42/94. Exercícios.

2º. Módulo: Etapas do planejamento e da elaboração de um estudo de impacto ambiental

Princípios do Direito Ambiental. Etapas do planejamento e da elaboração de um estudo de impacto ambiental. Estudos de base e diagnóstico ambiental. EIA-RIMA. Exercícios.

3º. Módulo: Identificação de impactos

Etapas da elaboração de um estudo de impacto ambiental: identificação de impactos – atividades, efeitos e impactos. Estudos de caso. Exercícios.

4º. Módulo: Medidas mitigadoras e potencializadoras e Programas Ambientais.

Avaliação da importância dos impactos. Previsão de impactos. Medidas mitigadoras e potencializadoras. Programas Ambientais. Plano de Gestão Ambiental. Estudos de caso. Exercícios.

5º. Módulo: Avaliação Ambiental Estratégica e Audiências Públicas

Avaliação Ambiental Estratégica. Estudos de caso.
Técnicas de consulta e participação pública em avaliação de impacto ambiental. Comunicação em avaliação de impacto ambiental. Exercícios.

Docente: Eltiza Rondino. Pós Graduada em Gestão Ambiental pela FGV, Mestre em Recuperação de Áreas Degradadas pela Universidade de São Paulo e Graduada em Engenharia Agronômica e Geografia, também pela Universidade de São Paulo. Tem 12 anos de experiência na área ambiental, especialmente em estudos de impactos ambientais, projetos de recuperação ambiental e Planos de Recuperação de Áreas Degradadas, com passagem por empresas de consultoria, órgãos ambientais e empreendedora do setor elétrico. Atualmente é Lider de Estudos na Arcadis Tetraplan e Docente do curso de Engenharia Ambiental e Tecnologia em Gestão Ambiental da Universidade São Marcos.

Público alvo: Profissionais de órgãos públicos e privados atuantes na área ambiental e/ou planejamento ambiental, além de graduandos e pós- graduados desta área.

Datas e horários das aulas:
De 18 a 22 de outubro de 2010, das 18:30 às 22:30 horas (carga horária: 20 horas)

Local: Impacta Tecnologia – Av. Paulista, 1.009 (próximo à estação do metrô Trianon-MASP)

Incrições: De 17 a 30 de setembro de 2010 (Vagas limitadas). Preencher a ficha de inscrição e encaminhar para tesouraria@aprogeosp.org.br . CLIQUE AQUI para fazer o download da ficha de inscrição.

Investimento:
R$ 350,00 - Associados da Aprogeo-SP, quites com a anuidade de 2010
R$ 420,00 - Demais interessados (geógrafos não associados à Aprogeo-SP, outros profissionais e estudantes)

Os participantes receberão apostila do curso e certificado. Não sendo atingido o número mínimo de inscrições, o valor pago será devolvido. Maiores informações podem ser obtidas pelo e-mail diretoria@aprogeosp.org.br.

Realização:
APROGEO/SP - Associação Profissional dos Geógrafos no Estado de São Paulo

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

2.º CARTOGEO

É com grande satisfação que comunicamos que a Aprogeo-SP é parceira do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP) na realização do 2º CARTOGEO - Simpósio Internacional Caminhos Atuais da Cartografia na Geografia. O evento ocorrerá entre os dias 1 e 4 de dezembro, em São Paulo-SP, no campus da universidade.

Os associados da Aprogeo-SP, quites com as anuidades, terão desconto de 50% nas inscrições deste evento: * inscrição profissional - R$110,00 * inscrição prossional afiliado à Aprogeo-SP - R$55,00.

Para maiores informações sobre o evento, como eixos temáticos, palestrantes e convidados internacionais, visite o site http://www.2cartogeo.com.br/ . Para inscrever-se, acesse http://www.2cartogeo.com.br/form1_inscricao.htm

Estamos à disposição! Caso tenha dúvidas quanto a inscrição de associado, entre em contato conosco. Se você ainda não é associado à Aprogeo-SP, afilie-se! Preencha a ficha de afiliação no site http://www.aprogeosp.org.br/

terça-feira, 14 de setembro de 2010

EVENTO AMANHÃ (15/09/2010)

Amanhã, durante todo o dia, acontecerá o Seminário Internacional São Paulo Cidade Compacta. O evento será no atual prédio da Prefeitura de São Paulo, das 9 as 18h, é gratuito e está com as inscrições abertas. Inscreva-se pelo site www.iclei.info/cidadecompacta .

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

GEORREFERENCIAMENTO DE IMÓVEIS RURAIS - APROGEO-SP ENTREVISTA O GEÓGRAFO MARCOS ALMIR DE OLIVEIRA! CONFIRA!

O georeferenciamento de imóveis rurais é um mercado em potencial para vários profissionais, inclusive para o geógrafo. Relativamente recente, este assunto ainda gera muitas dúvidas entre os profissionais que já atuam na área e também entre os que gostariam de ingressar neste mercado de trabalho. Com o objetivo de aprofundar um pouco mais este assunto, a Aprogeo é parceira no evento Geocertificação de Imóveis Rurais, promovido pela MundoGeo, e realizou uma entrevista com o Geógrafo Marcos Almir de Oliveira. Marcos Almir atua como geógrafo na Sabesp, é Técnico em Agrimensura e Mestre em Engenharia de Transportes, tem longa experiência com cartografia temática e sistemática.

Aproveitamos para agradecer ao Geógr. Marcos pela entrevista concedida, que certamente contribui muito para o debate acerca da geocertificação de imóveis. Convidamos a todos a participar, deixando suas dúvidas e comentários no blog!

A APROGEO-SP está oferecendo convite cortesia para o evento Geocertificação de Imóveis Rurais, por meio de sorteio, para os associados. Inscreva-se! Participe! Envie um e-mail para aprogeosp@yahoo.com.br até o dia 15/09/10 (quarta-feira). Podem concorrer ao convite apenas os associados que estiverem quites com as anuidades.


Detalhes do evento:
Geocertificação de Imóveis Rurais acontecerá em 23 de setembro (quinta-feira), no Centro Empresarial (Santo Amaro), das 9 as 17h30. Veja a programação em:
 http://www.mundogeo.com/seminarios/geocertifica/



ENTREVISTA:

(APROGEO-SP) Qual a importância do Georreferenciamento de Imóveis Rurais para a organização do espaço agrário brasileiro e como o INCRA tem se colocado frente a isso?

(Geog. Marcos Almir) Georreferenciar significa tornar suas coordenadas conhecidas num dado sistema de referência. O Georreferenciamento de Imóveis Rurais pode ser entendido como um elemento necessário para a compreensão da atual configuração territorial brasileira.

A nova legislação sobre registro de terras (Lei 10.267 de 28/08/2001) exige o georreferenciamento dos imóveis rurais com elevada precisão cartográfica, contribuindo para a formação de um cadastro nacional de extrema importância para o planejamento das atividades produtivas rurais.

A Lei 10.267 determina que todos os proprietários acima de quatro módulos fiscais devem georreferenciar seus imóveis, devendo a planta georreferenciada do imóvel, descrições e memoriais de cálculo ser apresentados ao INCRA para aprovação. (efetuados por profissional habilitado pelo INCRA e Sistema CONFEA/CREA).

O Cadastro Nacional permitirá a unificação, em uma base comum, das informações e cadastros de imóveis rurais provenientes de diversos órgãos federais e estaduais. As informações disponibilizadas no CNIR terão o componente gráfico, ou seja, a planta do imóvel georreferenciada. O banco de dados, acessível pela Internet, será alimentado e compartilhado por todos os órgãos que têm informações de imóveis rurais.

Através da Diretoria de Ordenamento Fundiário, o INCRA tem a responsabilidade constitucional de acompanhar a distribuição, concentração, domínio, posse e uso da terra de forma a permitir a gestão da estrutura fundiária do país. Para isso, foi instituído Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), que tem o objetivo de integrar e sistematizar a coleta, pesquisa e tratamento dos dados sobre o uso e posse da terra.


(APROGEO-SP) De forma geral, como funciona e para que serve o Certificado de Cadastro de Imóveis Rurais (CCIR) e qual o papel dos Cartórios de Registro de Imóveis, proprietários rurais e profissionais habilitados neste contexto?

(Geog. Marcos Almir) O Certificado de Cadastro de Imóveis Rurais (CCIR) consiste na “carteira de identidade do imóvel”. Se forem detectadas irregularidades no Imóvel Rural, tais como inconsistência de dados, sobreposição de divisas ou o não atendimento ao processo de recadastramento, o INCRA não emite o CCIR.

O CCIR confirma que o imóvel está cadastrado no SNCR e é documento indispensável para transações imobiliárias e crédito bancário, além disso, sem o CCIR, o proprietário não pode desmembrar, arrendar, hipotecar ou vender o imóvel rural.

Segundo o INCRA, atualmente o Brasil conta com mais de cinco milhões de imóveis cadastrados. Para que a área tenha o devido reconhecimento legal é necessário que o imóvel rural conste do SNCR e tenha o devido CCIR. Ele será emitido anualmente e apenas pelo site do INCRA. Um código de autenticação de fácil consulta pelo Portal do INCRA evitará ações fraudulentas.

Os Cartórios de Registro de Imóveis exercem importante papel, pois são nos registros de imóveis que encontramos toda a história da propriedade imobiliária, de seu nascimento até o último fato ou mudanças ocorridas com aquele imóvel – como compra, venda, doação, hipoteca, penhora, alienação fiduciária, dentre outros. O Cadastro de Imóveis Rurais é responsável pela descrição física do imóvel e o Registro de Imóveis por sua situação legal. Neste quesito, penso que, conforme respondido na questão 5, nenhum cartório de registro de imóveis poderia aceitar memoriais descritivos (descrição perimétrica do imóvel) em coordenadas UTM. As projeções de azimutes e distancias de suas confrontações e limites e a área do imóvel devem estar referidos ao sistema topográfico local.

Extremamente promissor. É dessa forma que podemos classificar o mercado para quem está habilitado a executar georreferenciamento de imóveis rurais. Atualmente, é a área que tem absorvido grande número de profissionais no mercado de trabalho.

O georreferenciamento de imóveis rurais visa à identificação das divisas de um imóvel, juntamente com os proprietários, para a sua amarração à rede geodésica brasileira, garantindo assim a exata localização das divisas da propriedade, bem como a vinculação dos dados técnicos ao registro imobiliário, proporcionando total embasamento técnico à garantia do direito de propriedade. O Cadastro de Imóveis Rurais – Sistema Público de Registro de Terras – exige o mapeamento das propriedades rurais, utilizando-se de técnicas topográficas e geodésicas (teodolito, estação total, GPS), bem como, memorial descritivo do limite da propriedade vinculado ao Sistema Geodésico Brasileiro, entre outros documentos.

(APROGEO-SP) Como o geógrafo se insere no contexto de trabalho nas questões fundiárias e na certificação de imóveis? Quais profissionais são habilitados à fazer o georreferenciamento de imóveis rurais?

(Geog. Marcos Almir) O Geógrafo é profissional generalista que atua no reconhecimento, levantamento, planejamento e pesquisa nas áreas da geografia física e geografia humana, considerando o ambiente urbano e rural nas caracterizações das unidades de estudos geográficos, porém, a sua formação não o habilita a atuar na certificação de imóveis (depende de cursos de formação continuada, especialização ou pós-graduação).

O Cadastro de Imóveis Rurais – Sistema Público de Registro de Terras – exige o mapeamento das propriedades rurais, utilizando-se de técnicas topográficas e geodésicas (teodolito, estação total, GPS), bem como, memorial descritivo do limite da propriedade vinculado ao Sistema Geodésico Brasileiro, entre outros documentos.

Os profissionais habilitados para assumir a responsabilidade técnica desses serviços são aqueles que tenham cursado os seguintes conteúdos formativos: Topografia aplicada ao georreferenciamento; Cartografia; Sistemas de referência; Projeções cartográficas; Ajustamentos; Métodos e medidas de posicionamento geodésico. Compete às câmaras especializadas procederem a análise curricular.

Os profissionais que não tenham, à época da graduação, cursado tais conteúdos, poderão fazê-lo através de cursos de formação continuada, especialização ou pós-graduação, e/ou comprovando experiência profissional específica na área. Os conteúdos formativos não precisam constituir disciplinas, podendo estar incorporadas nas ementas das disciplinas onde serão ministrados estes conhecimentos aplicados às diversas modalidades do Sistema.

O CONFEA e os CREAs deverão verificar a atribuição profissional, com rigorosa avaliação de currículos, cargas horárias e conteúdos formativos que habilitará cada profissional. Todos os profissionais dever anotar estas atribuições junto ao CREA. A atribuição será conferida desde que exista afinidade de habilitação com a modalidade de origem na graduação e serão as seguintes modalidades:

Engenheiros - Agrimensor; Agrônomo; Cartógrafo, de Geodésica e Topografia, Geógrafo; Civil, de Fortificação e Construção; Florestal; Geólogo; de Minas; de Petróleo; de Operação.

Arquiteto e Urbanista; Geólogo e Geógrafo.
Técnicos ou Tecnólogo - da área específica; de Grau Médio em Agrimensura.

(APROGEO-SP) De que forma o geógrafo pode se inserir neste mercado de trabalho? Quais cursos (disciplinas e carga horária) ele deve complementar na sua formação profissional? Qual tramite deve ser feito junto ao CREA e INCRA para o geógrafo ser habilitado?

(Geog. Marcos Almir) O Geógrafo, que quiser atuar na certificação de imóveis, deverá fazer um “Curso de Georreferenciamento de imóveis Rurais” em uma das diversas Instituições aprovadas pelo INCRA e Sistema Confea/CREA. Este curso terá duração mínima de 360 horas.

Para se credenciar junto ao INCRA é necessário que o profissional preencha o requerimento e apresente a Carteira do CREA (cópia autenticada) juntamente com o original do documento hábil fornecido pelo CREA, que reconheça a habilitação do profissional para assumir responsabilidade técnica sobre os serviços de georreferenciamento de imóveis rurais, em atendimento à Lei 10.267/01 (este documento deverá ser solicitado ao CREA da região do Profissional que, após aprovação da Câmara Especializada em Agrimensura, fornecerá o referido documento, num prazo médio de 3 meses).

Para que o profissional habilitado a realizar serviços de georreferenciamento de imóveis rurais possa requerer a certificação do seu trabalho é necessário que ele esteja previamente credenciado junto ao INCRA. Esta providência permitirá que o profissional obtenha o código do seu credenciamento, condição indispensável à geração da nomenclatura que será atribuída a todos os vértices dos imóveis que serão georreferenciados por esse profissional.

(APROGEO-SP) O INCRA está mudando as normas para cadastro dos imóveis rurais. Qual sua opinião sobre isso?

(Geog. Marcos Almir) O INCRA modificou alguns procedimentos de execução e de certificação de imóveis rurais, no intuito de imprimir maior celeridade no trâmite dos processos de certificação e da observação da ineficiência da metodologia atual de análise de processos. Teoricamente estes novos procedimentos devem agilizar os trâmites de certificação, mas com certeza não resolverão todos os problemas.

Se pensarmos que no Brasil existem mais de 5 milhões de imóveis esperando pelo Georreferenciamento e que em todos esses anos não foram certificados 1% deste total, quanto tempo deveremos esperar até que a situação seja resolvida?

Outro problema que vejo, está na elaboração do memorial descritivo (descrição perimétrica do imóvel) em coordenadas UTM. As projeções de azimutes e distancias consideradas no plano de projeção cartográfico (UTM) sofrem alterações em função da sua posição geográfica no fuso UTM.

Dependendo do posicionamento do imóvel no fuso UTM, a sua representação no plano cartográfico, pode resultar numa grande diferença de área e distâncias entre vértices, e outros problemas técnicos, como, por exemplo, a rotação do Norte de Quadrícula em relação ao Norte Verdadeiro (Convergência Meridiana) que muitas vezes ultrapassa a 1º. As diferenças entre as dimensões reais e as cartográficas poderão ser tanto maiores quanto maiores forem os imóveis.

Para evitar a "Salada Cartográfica", título bem humorado do Artigo do Prof. Luiz Carlos Silveira, publicado na edição nº 111 da Revista A MIRA, sugiro algumas alterações no texto normativo:

O levantamento feito em coordenadas UTM e vinculado ao Sistema Geodésico Brasileiro de acordo com a Lei deve ser transformado em sistema topográfico local, para calcular ângulos internos, lados e a área, que são os elementos que realmente interessam ao proprietário.

Estes elementos constarão no memorial descritivo acompanhados das coordenadas UTM de cada vértice.

Outra informação que julgamos importante constar no memorial descritivo é o marco de origem para o cálculo georreferenciamento das coordenadas UTM.


Assim, faço minhas as palavras Engenheiro Agrimensor Djacir Ramos (ver análise completa no endereço: http://www.portalgeo.com.br/index.php?id=118)  :

“a. Os trabalhos podem e devem ser feitos com o uso de uma Estação Total ou de um GPS. É indiferente. Importa é que os resultados finais dos cálculos resultem num plano topográfico.

b. Os memoriais devem e podem ser elaborados no plano topográfico para encaminhamento ao registro de imóveis e os trabalhos serem orientados em função do norte verdadeiro, alias, como sempre foi feito. Diga-se de passagem, que o GPS pode ser usado para definir o NV (Norte Verdadeiro) e orientar os trabalhos, possibilitando o georreferenciamento da propriedade em si pelos seus vértices. O que questionamos não é o uso do GPS, questionamos isto sim, a elaboração dos memoriais e cálculos de áreas pelas coordenadas georreferenciadas, o que é um erro.

c. Uma propriedade pode ser levantada topograficamente com o uso de um teodolito, de uma trena e até mesmo com o uso de um GPS. Um geomensor, de posse de um GPS pode elaborar os trabalhos e apresentar os resultados tanto no plano topográfico quanto no plano cartográfico, existe tecnologia de cálculos para isto.”


(APROGEO-SP) Quais são as perspectivas para os geógrafos neste mercado de trabalho?

(Geog. Marcos Almir) Pelo tamanho do Brasil e pela quantidade de serviços de Georreferenciamento e Mapeamento do território que estão por fazer, está mais do que na hora de as Universidades e Faculdades alterarem suas grades curriculares a fim de formar Geógrafos especialistas nesta área de atuação - uma área carente de profissionais qualificados.


Marcos Almir de Oliveira

Bacharel em Geografia pela Universidade de São Paulo (2003) e Mestre em Engenharia de Transportes pela Universidade de São Paulo (2006). Atualmente é Geógrafo da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp). Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geodésia, atuando principalmente nos seguintes temas: GNSS, Posicionamento por Satélites, Geodésia, Redes Geodésicas, Topografia e Cartografia. Ver currículo lattes:




quinta-feira, 2 de setembro de 2010

EVENTO SOBRE GEORREFERENCIAMENTO DE IMÓVEIS RURAIS EM PARCERIA COM A APROGEO-SP

A APROGEO-SP é parceira da MundoGeo no Evento Geocertificação de Imóveis Rurais. Acompanhe as notícias no Blog e na lista da associação no Yahoo Grupos! Em BREVE teremos novidades!

II CARTOGEO

A APROGEO-SP está apoiando o II CARTOGEO - II SIMPÓSIO INTERNACIONAL CAMINHOS ATUAIS DA CARTOGRAFIA NA GEOGRAFIA ! Nossos associados terão desconto especial na inscrição para o evento, que será realizado na Universidade de São Paulo, Departamento de Geografia, no período de 1 a 4 de dezembro. O tema, nesta segunda edição do evento, será "O mapa como forma de expressão das geografias". Inscreva-se! Acesse aqui o formulário de inscrição do evento. Se você ainda não é associado da APROGEO-SP, acesse nosso site e filie-se! Ficaremos muito felizes em tê-lo como associado!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dia de Inauguração do Blog!

Hoje estamos lançando o Blog da Aprogeo-SP em comemoração ao Dia do Geógrafo! Nosso Blog está oficialmente aberto! Este será um importante canal de comunicação entre os associados e a diretoria e entre os associados e não associados. Participe e seja bem vindo! E PARABÉNS PELO NOSSO DIA!


29 DE MAIO

DIA DO GEÓGRAFO!!!



29 de Maio: Dia do Geógrafo

Mais uma vez comemoraremos o dia do geógrafo no próximo 29 de maio. Essa data, não por acaso, coincide com o dia de fundação do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No Brasil, geógrafo é o profissional bacharel em Geografia, legalmente habilitado através da Lei nº 6664/79, regulamentada pelo Decreto n° 85.138/80 e alterada pela Lei n° 7.399/85, com regulamentação dada pelo Decreto n° 92.290/86. Pela legislação, todo geógrafo deve possuir registro no CREA - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – da unidade da federação onde exerce seu trabalho.

Na atualidade, as áreas de meio ambiente e de geoprocessamento são as que mais têm exigido a atuação do geógrafo. Porém, devido sua formação generalista e facilidade para coordenar equipes multidisciplinares, as possibilidades de atuação do geógrafo são inúmeras. Exemplificando, tanto podemos encontrar um geógrafo em um órgão público, coordenando a elaboração do plano de contingência para áreas de risco, quanto podemos encontrá-lo desenvolvendo um estudo de geomarketing para indicar os melhores locais para a instalação das novas lojas de uma determinada franquia.

Indistintamente, encontramos geógrafos empregados em órgãos públicos, empresas particulares, estatais, organizações não-governamentais e em associações e sindicatos. Além disso, é crescente o número de geógrafos empreendedores atuando como profissionais liberais ou desenvolvendo empresas de consultoria.

Em nosso país, a atuação do geógrafo sempre teve um forte vínculo com as Engenharias. A partir da reformulação do sistema CONFEA/CREA, em 1966, as profissões que compunham o Conselho foram, uma a uma, regulamentadas. Em 1979 foi a vez da regulamentação da profissão de geógrafo. Desde então, assim como acontece com outras categorias profissionais, constantemente são discutidas as competências atribuídas ao geógrafo. O fato é que este profissional pode atuar em um amplo leque de atividades, garantidas por lei e fiscalizadas pelo conselho de classe.

Assim, todo dia 29 de maio prestamos homenagem em reconhecimento a todos os geógrafos atuantes nas mais diversas atividades, por todo o país. Parabéns aos geógrafos!



Diretoria da APROGEO-SP

Associação Profissional dos Geógrafos no Estado de São Paulo